"O caminho até Você encontra-se claramente em meu coração
e não pode ser visto ou conhecido pela mente.
Conforme minhas palavras transformam-se em silêncio,
Sua doçura me circunda." ~Hakim Sanai
O que é o transbordar do coração? É o momento sublime que nossa essência Divina se manifesta e faz-nos sentir dimensões interiores de paz, amor e ternura.. É o fluir do coração... Que consigamos adentrar nessa imensidão que é nosso Coração e sentir a verdadeira e mágica arte de Amar e ser Feliz! (Dany Cintra)
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Deixando a vida entrar...
"Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da
suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as
cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos,
poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar
que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da
possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas
alegrias.
Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer
instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos
a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso
também que nos dá esperança.
É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso
medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração
aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma.
Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de
sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que
aumentamos as chances de sentir que estamos vivos.
Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração
fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções
mofadas. Como bem disse Virginia Woolf, “não se pode ter paz evitando a vida.”
Ana Jácomo em Com o Coração aberto
Ser sensível...
"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos,
de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas
vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade.
Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não
saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma
civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se
assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo
com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse
melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar
que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade
de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se
experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto
grandioso que também mora na sutileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque
os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a
ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim."
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim."
Sensibilidade por Ana Jácomo
Assinar:
Postagens (Atom)

